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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Violeta de Outono


Hoje pela primeira vez aqui no blog, falarei de uma banda brasileira, o Violeta de Outono. Preste atenção, leitor, pois essa é uma banda de longa data, porém pouco conhecida, embora estejam na ativa até os dias de hoje.

Conheci a banda através de um primo meu de segundo grau, que em uma de nossas poucas reuniões apresentou-me ao som do grupo. Entretanto, foram apenas alguns anos depois, quando comecei minhas aulas de teclado que decidi ir atrás e conhecer melhor. Fiquei impressionado por saber que ainda tocavam e decidi então resgatar o som da banda, pesquisando seus álbuns antigos. Gostei bastante do que ouvi, e agora posto aqui uma análise de um de seus álbuns.

O disco em questão é o álbum de estreia do grupo, de mesmo nome, lançado originalmente nos anos 80. A edição que tenho em mãos é um CD importado da Inglaterra, na forma de um mini-LP com direito a um encarte com as letras e faixas bônus, da gravadora Voiceprint.
Eram os anos 80, década em que o rock nacional esteve em seu auge, em minha opinião. Enquanto bandas como Titãs e Barão Vermelho faziam seu rock com pegada funk  e letras carregadas de temas políticos, o Violeta de Outono apostou numa mistura de Rock Progressivo e psicodelia, com letras sem um tema definido, apenas para acompanhar o som da banda.

Temos então um trio de guitarra, baixo e bateria, sem teclados, o que é raro nesse estilo. Entretanto as linhas de guitarra de Fábio Golfetti, encharcadas de delay, chorus, phaser e distorção, cobrem muito bem o espaço deixado pela falta de órgãos e sintetizadores. Linhas de baixo sem muitas notas ou variações dão conta de ditar o tom às harmonias simples das faixas. Os ritmos de bateria com muito uso de tom tons como elementos rítmicos principais – geralmente são mais utilizados para viradas - e evitando muitas viradas complementam a parte instrumental que guiam o ouvinte numa viagem musical. O vocal é característico, porém sem muita dinâmica. Alguns talvez considerem isso um defeito, pois sem dinâmica o canto falha em transmitir a emoção da música. Entretanto, encaixa-se adequadamente ao som da banda, pois contribui para um clima hipnótico nas músicas. Em suma, elementos característicos do Rock Psicodélico.

O disco abre com a excelente “Outono”, que já demonstra logo de cara o estilo da banda. A música apresenta simplicidade no que diz respeito à harmonia. Porém, sobre os poucos acordes, as linhas melódicas da guitarra em conjunto com o baixo não deixam a música com a sensação de que está faltando algo. “Declínio de Maio” segue na mesma linha. Sem se prender a melodias convencionais, a guitarra explora dissonâncias enquanto o baixo mantém poucas notas, sem muita variação. Essa faixa já se mostra mais psicodélica, com um solo de guitarra viajante explorando passagens melódicas simples, mas com muito bom gosto sob um D praticamente estático, no baixo. “Sombras Flutuantes” é uma faixa instrumental em que a psicodelia toma conta.

As letras das músicas, como dito anteriormente, diferem dos temas políticos de outras bandas. Para ser honesto, nunca consegui identificar exatamente a mensagem presente na parte lírica. Sempre pensei que talvez não houvesse exatamente uma mensagem a ser passada, e que as letras fossem apenas um complemento para a psicodelia em questão. Recentemente em uma entrevista ao Território da Música Fábio Golfetti confirmou a tese de que as letras não tem o objetivo de transmitir uma mensagem, mas sim acompanhar o instrumental da banda. Palavras relacionando clima, tempo e coisas da mente compõem as letras do álbum. O disco possui ainda uma excelente versão para a fantástica “Tomorrow Never Knows”, dos Beatles, em que a banda adiciona suas características, porém mantendo a essência original da música.

Concluindo, um disco original, bem trabalhado, com um som bem diferente das bandas da época. Se você gosta de Rock Psicodélico ou tem curiosidade para conhecer, aqui está uma banda brasileira que sabe muito bem como fazê-lo.

Curiosidade: Embora não haja qualquer citação no site da banda, a sonoridade desse álbum lembra muito a da banda Echo and the Bunnymen, no início, principalmente no segundo e terceiro álbuns da banda, que exploravam o estilo psicodélico.    


Integrantes: Fábio Golfetti – Guitarra e vocal
                        Angelo Pastorello – Baixo
                        Claudio Souza - Bateria

Faixas: 1 - Outono
             2 - Declínio de Maio
             3 – Faces
             4 – Luz
             5 – Retorno
             6 – Dia Eterno
             7 – Noturno Deserto
             8 – Sombras Flutuantes
             9 – Tomorrow Never Knows
             10 – Noite Escura*
             11 – Caminho*
             12 – Om Voice*
             13 – 2000 Light Years from Home*

*Faixas presentes apenas na reedição do álbum em formato de mini LP.

Produzido por Reinaldo B. Brito e Violeta de Outono
Engenheiros de Som: Pedro Fontanari Filho, Stelio Carlini e Walter Lima Claudio Coev.
Ano: 1987

terça-feira, 3 de julho de 2012

Eventos Interessantes para a Próxima Semana

O Violeta de Outono, banda nacional de Rock Psicodélico dos anos 80, fará um show de lançamento de seu mais recente álbum, Espectro. O evento ocorrerá na choperia do SESC Pompeia na próxima semana, 12/07/2012, com preço da entrada de R$16,00.

O Violeta surgiu como um trio, liderado pelo guitarrista e vocalista Fábio Golfetti, atualmente único membro original da banda. O grupo permanece na ativa até hoje, porém, como um quarteto, desde seu álbum anterior, o volume 7. Apesar da mudança no formato e integrantes da, a essência continua a mesma, com uma mesclagem de Rock Progressivo e psicodélico, músicas viajantes e letras com temas abstratos.

Curiosamente, o novo álbum conta com composições de todos os integrantes. Para quem gosta do estilo, vale a pena conferir. Tive a oportunidade de vê-los tocando ao vivo e a banda não deixa a desejar em relação ao que ouvimos nos CD's, com fidelidade aos arranjos originais e um ótimo entrosamento entre os integrantes.





Renata e Léo Versolato farão uma apresentação no Espaço Parlapatões na próxima semana, 10/07/2012, com entrada franca. Para quem não conhece, Léo Versolato é músico profissional, voltado para a música popular brasileira. A apresentação contará com músicas autorais de Léo ao piano e voz, acompanhado pelos vocais de sua irmã, Renata, bem como releituras de músicas de Ivan Lins e Milton Nascimento.

Quem me conhece sabe que não sou um grande apreciador da MPB, pois sempre fui mais voltado para o Rock, sobretudo americano e britânico. Entretanto, fui a uma apresentação de Léo Versolato e gostei do que ouvi. O músico mostra pleno conhecimento e muito bom gosto nos arranjos instrumentais, bem como nas letras. Enquanto não sai seu primeiro CD, vale a pena conferir suas apresentações.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Emerson, Lake & Palmer - Brain Salad Surgery

Hoje decidi fazer uma análise do disco Brain Salad Surgery, do Emerson, Lake & Palmer. Apesar de não ser um grupo desconhecido, já vi muitas pessoas dizendo que nunca ouviram falar e sendo uma das bandas que mais gosto, resolvi postar então esta análise.


O ELP surgiu da união dos músicos Keith Emerson da banda The Nice, Greg Lake do King Crimson e Carl Palmer do Atomic Rooster, formando este power trio de Rock Progressivo. Super grupo era como costumavam chamar na época, uma banda formada a partir de músicos de outras bandas conhecidas. É interessante ressaltar que o ELP conseguiu fazer história dentro do Rock sem ter um guitarrista na banda, embora algumas vezes o Greg Lake gravasse linhas de guitarra e violão em algumas músicas.


Nesse álbum a banda teve a intenção de fazer músicas que pudessem tocar ao vivo sem muitos problemas, pois no trabalho anterior o grupo havia abusado da gravação multipista e overdubs, o que dificultou um pouco na hora de se apresentarem nos palcos. Primeiramente vamos ao título do disco. Brain salad surgery, que mais parece nome de filme de ficção científica, na realidade é um termo referente a sexo oral, o que explica a capa do álbum. Reparem no pequeno círculo no meio da figura, pois abaixo do queixo há a cabeça de um... pênis. Sim, leitor, um pênis, que em algumas edições do álbum seria removido devido a censuras. Bom, vamos ao que interessa. 


O disco começa com Jerusalem, uma ótima adaptação de um poema de William Blake, com direito a um acompanhamento com órgão Hammond, percussão poderosa de Palmer, linhas de sintetizador Moog e a sempre agradável voz de Greg Lake. Uma música muito bonita, cuja estrutura não foge do comum, como geralmente ocorre no Progressivo. Still...you turn me on é mais uma das sempre presentes baladas acústicas de Lake, sempre fazendo um contraste com as outras músicas, seja pelas estruturas musicais mais simples, ou mesmo pelas temáticas, que falavam de relacionamentos ou algo do tipo. Entretanto suas baladas sempre foram muito bem compostas e trabalhadas, com algumas explorando acordes extendidos e afinações "drop-D", em que afina-se a corda mais grave do violão 1 tom abaixo. O destaque fica por conta de Karn Evil 9, uma peça de 29 minutos, com grandes partes instrumentais alternadas com vocais e variações no clima da música, ora agitada, ora mais lenta. A segunda parte da "1st impression" passou a ser sempre utilizada para abrir shows, e gerou a famosa frase "Welcome back my friends to the show that never ends". Nessa peça temos direitos a licks de guitarra de Lake, que em algumas apresentações empunharia a guitarra nessa música ao invés do baixo. O tema da música é um planeta onde todo o mal e a decadência havia sido abolida, porém existindo no mercado negro. Ao final da música a letra fala do domínio da máquina sobre o homem, em que os computadores poderiam ter controle sobre a sociedade e ditar as vidas dos seres humanos. Fascinante, não? algo escrito numa época em que não havia computadores nas casas das pessoas, mais do que nunca permanece atual.


Formação: Keith Emerson - Órgão, piano, hapsichord, accordion e sintetizadores Moog
                 Greg Lake - Vocal, baixo e guitarras
                 Carl Palmer - Bateria e percussão eletrônica


Faixas: 1 - Jerusalem
            2 - Toccata
            3 - Still...you turn me on
            4 - Benny the bouncer
            5 - Karn evil 9
                         - 1'st impression pt.1
                         - 1'st impression pt.2
                         - 2'nd impression
                         - 3'rd impression 


Produzido por Greg Lake
Engenheiros de som: Geoff Young e Chris Kimsey
Ano: 1973


As informações dessa análise foram retiradas do encarte do CD original e de documentários sobre a banda. A análise musical é baseada no meu conhecimento e experiências.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Pink Floyd - The piper at the gates of dawn

Ok, o Pink Floyd não é uma banda desconhecida, e provavelmente mesmo aqueles que não gostam de Rock, conhecem alguma música da banda ou pelo menos o nome. Entretanto, faço esta postagem para divulgar uma outra fase da banda, o início, antes de Roger Waters dominar as composições e acreditar que sem ele a banda não era nada; antes mesmo da entrada do genial David Gilmour para redefinir o som do Pink Floyd. Apesar de algumas pessoas acharem que o grupo se resume a Another brick in the wall, Comfortably numb, Money e, claro, Wish you were here, vamos esclarecer que antes dessas músicas de estruturas não muito longe do convencional, a banda foi responsável por diversas peças musicais com viagens de vinte minutos de duração, com exploração de sonoridades muito longe do convencional.

Mas nosso foco não é esse, e sim seu primeiro álbum, mais voltado para a música psicodélica dos anos 60 - também muito viajante - e antes de entrar para o Rock Progressivo. O líder aqui é Syd Barrett, responsável pelas guitarras, vocal principal e por quase todas as composições do disco, exceto Take up thy stethoscope and walk, de autoria de Roger Waters. Barrett foi responsável também pelo nome da banda, que antes se chamava The Pink Floyd Sound, uma junção dos nomes de dois músicos de blues, Pink Anderson e Floyd Council. O nome do disco também foi escolhido por ele, tirado do livro The wind in the willows.

Como dito anteriormente, as composições não fogem muito do formato simples, com poucos acordes durante as músicas, geralmente dominantes com sétima, uma influência do blues. A exemplo de Astronomy domine, faixa que abre o disco, tem apenas quatro acordes, sem sair da mesma progressão do início ao fim. A bateria num ritmo viajante, fugindo do tradicional Chimbal, bumbo e caixa contribui para a atmosfera psicodélica da música. Os insanos licks de guitarra de Barrett complementam o clima. Talvez você, leitor menos experiente na música psicodélica, esteja pensando como uma música do pink floyd pode ter apenas 4 acordes do começo ao fim sem sequer variar a progressão. Sim, justamente essa simplicidade é que caracteriza a música psicodélica. Os 4 acordes tocados repetitivamente e a bateria sem viradas tradicionais fazem com que por ser repetitivo, sua mente pare de prestar atenção na música e comece a viajar nela, sendo conduzida pelas linhas melódicas insanas que circulam pela mesma progressão. É a essência da música psicodélica, simples em termo de harmonia, mas muito criativa na parte melódica, para conduzir tudo a uma grande viagem.

Outro exemplo é Matilda Mother, em que no meio da música o solo é sustentado por um único F# no baixo de Waters, cuja ausência dos intervalos de terça e quinta dá liberdade para que Wright conduza o solo de seu órgão livremente sem ter que se preocupar com detalhes quanto a escala, se é maior, menor, diminuta ou pentatônica, além de proporcionar um clima menos convencional à música do que fazer uma pentablues tradicional. Fica a dica, leitor, se quiser fazer música psicodélica, não precisa se preocupar em tomar LSD para compor, basta estudar a sonoridade da época e tudo vai se ajeitar. Bom, voltando ao assunto e falando das letras, mais uma banda que foge do tradicional tema de expressar seu amor ou desejo por mulheres. Os temas aqui são mais voltados para astronomia, contos de fadas e outros assuntos da mente alucinada de Barrett.

Formação: Syd Barrett - Guitarra e vocal principal
                 Roger Waters - Baixo e vocais
                 Richard Wright - Órgão e Piano
                 Nick Mason - Bateria

Faixas: 1 - Astronomy Domine
            2 - Lucifer Sam
            3 - Matilda Mother
            4 - Flaming
            5 - Pow R. Toc H.
            6 - Take up Thy Stethoscope and Walk
            7 - Interestellar Overdrive
            8 - The Gnome
            9 - Chapter 24
            10 - Scarecrow
            11 - Bike

Produzido por Norman Smith
Engenheiro de som: Peter Bown
Ano: 1967

As informações aqui contidas foram tiradas do encarte original do CD e de documentários sobre a banda. A análise musical das faixas foi feita com base no meu conhecimento musical e interpretação do disco.

Arturia - Software Original Minimoog

Faço esta postagem urgentemente para divulgar algo importante para aqueles que gostam de Sintetizadores.
Se você, como eu, é fascinado por sintetizadores, ou tem interesse por eles, já deve ter ouvido falar do Minimoog, criado por Robert Moog. Trata-se de um sintetizador analógico, clássico, muito utilizado por tecladistas na década de 70, quando ainda era produzido, e desejado por muitos até hoje. Uma parceria da Arturia com Bob Moog deu origem a um emulador desse maravilhoso sintetizador, possibilitando lidar com uma cópia virtual do instrumento, uma vez que é difícil ter acesso ao original. Embora já tenha tido o prazer de testá-lo, não posso dizer se é fiel ao original, pois nunca pus as mãos em um e não confiarei em timbres de reviews de vídeos da internet e nem do som processado em estúdio nas gravações em que foi utilizado. Bom, direto ao ponto. O motivo da urgência é que somente hoje, 21/06/2012, a Arturia está disponibilizando esse software gratuitamente para download em seu site. A razão da disponibilização, segundo o site, é o fim de uma parceria entre a empresa e a Moog Music. Aproveitem!!!

Segue o link do site da Arturia:

http://www.arturia.com/evolution/

King Crimson - In the Court of the Crimson King

Considerando o título do blog, nada melhor do que começar com algo clássico, porém pouco conhecido, mesmo entre os grandes apreciadores de Classic Rock. O disco em questão é o álbum de estreia dessa excelente banda de Rock Progressivo, que para muitos marca o início do estilo. Com músicas longas, grandes passagens instrumentais, experimentalismo e instrumentos poucos usuais para o rock'n'roll, temos cinco músicas que fogem do tradicional rock baseado em blues - aqueles com progressões I-IV-V e solos em escalas pentatônicas menores -, trazendo misturas de jazz e música clássica para fundir-se com a agressividade do rock. 


As estruturas das músicas fogem do comum, sem um formato específico e uma harmonia mais trabalhada, explorando tétrades jazzísticas, intervalos dissonantes e empréstimos modais. Neste primeiro álbum não temos ainda a forte presença - embora haja alguma - de fórmulas de compassos mistas como 5/4, 6/4, 7/8 e suas mudanças radicais, como haveria em futuros trabalhos da banda. Ao longo do disco temos instrumentos como flauta, saxofone e mellotron, misturando-se com a sonoridade peculiar da guitarra do genial Robert Fripp, a sempre envolvente voz de Greg Lake, e as letras de Peter Sinfield, com temas diferentes das tradicionais letras sobre sexo, drogas, rock'n'roll e, pasmem, amor, sempre recheando os álbuns de muitas bandas de rock até hoje. 


É interessante mencionar que Peter Sinfield, apesar de integrante da banda, não tocava nenhum instrumento e nem cantava. Sua função como membro era apenas escrever as letras e cuidar da iluminação nos shows, algo pouco convencional em se tratando de formação de bandas. Tal formação não durou além deste primeiro álbum. Ian McDonald e Michael Giles saíram para seguir carreira solo; Greg Lake foi o próximo a sair para formar o super grupo Emerson, Lake & Palmer, que no futuro contaria com a parceria de Peter Sinfield para algumas letras do trio. Robert Fripp permaneceu na banda, que no futuro contaria com diversas formações, com Fripp tornando-se lider e único integrante original. 
       


Para resumir, trata-se de um disco diferente para a sonoridade da época, citado por muitos músicos como influência em seus trabalhos e início do rock progressivo. São músicas difíceis de se digerir no início, devido ao experimentalismo e a própria excentricidade do rock progressivo. Para aqueles que pretendem adentrar o estilo, aconselho a ouvi-lo mais de uma vez, pois a primeira impressão nem sempre é satisfatória quando lidamos com um gênero musical mais complexo que foge, e muito, da música popular.


Faixas: 1 - 21st century Schizoid man
           2 - I talk to the wind
           3 - Epitaph
           4 - Moonchild
           5 - The court of the crimson king


Integrantes: Robert Fripp - Guitarra
                  Greg Lake - Baixo e vocal principal
                 Ian McDonald - Flauta, saxofone, mellotron e vocais
                 Michael Giles - Percussão e vocais
                 Peter Sinfield - Letras e iluminação


Produzido por King Crimson pela E.G Productions - David & John
Engenheiro de som: Robin Thompson
Capa: Barry Godber
Ano: 1969


As informações desta análise foram retiradas do encarte do CD original de uma edição relançada em 2009. As informações técnicas com relação a teoria musical são de minha própria análise musical das faixas do álbum com base no songbook com as partituras. 

Introdução ao blog

Criei este blog por sugestão de um amigo e ex-colega de faculdade após fazer uma descrição detalhada da discografia de uma banda para que ele pudesse conhecer. Como diz o nome, pretendo divulgar informações sobre bandas, discos, livros e outros assuntos de qualidade, que muitas vezes são negligenciados pela mídia por não atraírem a grande massa que vai atrás apenas do popular. Sintam-se à vontade para opinar e questionar. Vamos lembrar que aqui consta minha opinião pessoal, que nem sempre reflete as opiniões de críticos e outras pessoas...