Total de visualizações de página

quinta-feira, 21 de junho de 2012

King Crimson - In the Court of the Crimson King

Considerando o título do blog, nada melhor do que começar com algo clássico, porém pouco conhecido, mesmo entre os grandes apreciadores de Classic Rock. O disco em questão é o álbum de estreia dessa excelente banda de Rock Progressivo, que para muitos marca o início do estilo. Com músicas longas, grandes passagens instrumentais, experimentalismo e instrumentos poucos usuais para o rock'n'roll, temos cinco músicas que fogem do tradicional rock baseado em blues - aqueles com progressões I-IV-V e solos em escalas pentatônicas menores -, trazendo misturas de jazz e música clássica para fundir-se com a agressividade do rock. 


As estruturas das músicas fogem do comum, sem um formato específico e uma harmonia mais trabalhada, explorando tétrades jazzísticas, intervalos dissonantes e empréstimos modais. Neste primeiro álbum não temos ainda a forte presença - embora haja alguma - de fórmulas de compassos mistas como 5/4, 6/4, 7/8 e suas mudanças radicais, como haveria em futuros trabalhos da banda. Ao longo do disco temos instrumentos como flauta, saxofone e mellotron, misturando-se com a sonoridade peculiar da guitarra do genial Robert Fripp, a sempre envolvente voz de Greg Lake, e as letras de Peter Sinfield, com temas diferentes das tradicionais letras sobre sexo, drogas, rock'n'roll e, pasmem, amor, sempre recheando os álbuns de muitas bandas de rock até hoje. 


É interessante mencionar que Peter Sinfield, apesar de integrante da banda, não tocava nenhum instrumento e nem cantava. Sua função como membro era apenas escrever as letras e cuidar da iluminação nos shows, algo pouco convencional em se tratando de formação de bandas. Tal formação não durou além deste primeiro álbum. Ian McDonald e Michael Giles saíram para seguir carreira solo; Greg Lake foi o próximo a sair para formar o super grupo Emerson, Lake & Palmer, que no futuro contaria com a parceria de Peter Sinfield para algumas letras do trio. Robert Fripp permaneceu na banda, que no futuro contaria com diversas formações, com Fripp tornando-se lider e único integrante original. 
       


Para resumir, trata-se de um disco diferente para a sonoridade da época, citado por muitos músicos como influência em seus trabalhos e início do rock progressivo. São músicas difíceis de se digerir no início, devido ao experimentalismo e a própria excentricidade do rock progressivo. Para aqueles que pretendem adentrar o estilo, aconselho a ouvi-lo mais de uma vez, pois a primeira impressão nem sempre é satisfatória quando lidamos com um gênero musical mais complexo que foge, e muito, da música popular.


Faixas: 1 - 21st century Schizoid man
           2 - I talk to the wind
           3 - Epitaph
           4 - Moonchild
           5 - The court of the crimson king


Integrantes: Robert Fripp - Guitarra
                  Greg Lake - Baixo e vocal principal
                 Ian McDonald - Flauta, saxofone, mellotron e vocais
                 Michael Giles - Percussão e vocais
                 Peter Sinfield - Letras e iluminação


Produzido por King Crimson pela E.G Productions - David & John
Engenheiro de som: Robin Thompson
Capa: Barry Godber
Ano: 1969


As informações desta análise foram retiradas do encarte do CD original de uma edição relançada em 2009. As informações técnicas com relação a teoria musical são de minha própria análise musical das faixas do álbum com base no songbook com as partituras. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário